ANPAD atualiza diretrizes sobre o uso de Inteligência Artificial na publicação científica

A ANPAD divulgou, em 2025, a atualização do Manual de Boas Práticas da Publicação Científica e das Recomendações Especiais aos Autores, incluindo orientações específicas sobre o uso de Inteligência Artificial Generativa (IAG) na pesquisa acadêmica.

A atualização reconhece que a IA já faz parte da rotina de muitos pesquisadores, seja na organização de ideias, revisão de literatura, apoio à escrita ou análise de dados. No entanto, a recomendação das novas diretrizes é clara: o uso da tecnologia deve estar alinhado à transparência, à ética, à originalidade e à responsabilidade científica.

Entre os principais pontos reforçados nos documentos, destacam-se:

  • Transparência: sempre que houver uso de IAG no processo de pesquisa ou escrita, isso deve ser declarado no próprio manuscrito, em seção específica.

  • Autoria humana: a responsabilidade pelo conteúdo, pelas análises e pelas conclusões é integralmente dos autores. Ferramentas de IA não podem ser consideradas autoras.

  • Originalidade: cabe aos pesquisadores supervisionar, revisar e garantir que o conteúdo produzido (inclusive com apoio de IA) não incorra em plágio ou uso indevido de ideias.

  • Ética e responsabilidade: a IA não responde por conflitos de interesse, direitos autorais ou eventuais inconsistências. Essa responsabilidade é exclusivamente humana.

As diretrizes também orientam que editores e revisores, caso utilizem IAG em qualquer etapa do processo editorial, devem explicitar e justificar esse uso.

A atualização demonstra um movimento importante: a tecnologia pode apoiar a pesquisa científica, mas não substitui o rigor metodológico, o pensamento crítico e a responsabilidade acadêmica.

Para quem pretende submeter trabalhos aos eventos da ANPAD ou a periódicos científicos da área, a leitura dos documentos é fundamental.

Os documentos completos estão disponíveis aqui.